Tendências de UEM (Unified Endpoint Management): o que mudou e como se preparar para 2026

Carol More Carol More
Tendências de UEM (Unified Endpoint Management): o que mudou e como se preparar para 2026

Neste artigo, você vai entender as principais tendências de UEM (Unified Endpoint Management) em 2025, como elas impactaram segurança, mobilidade e conformidade, e o que as organizações precisam começar a estruturar agora para estarem prontas para 2026.

Em 2025, a forma como as empresas passaram a encarar a gestão de dispositivos corporativos mudou de maneira profunda. Com a aceleração da transformação digital na linha de frente, a consolidação do trabalho distribuído e a modernização de dispositivos robustos, o Unified Endpoint Management deixou de ser apenas uma ferramenta operacional.

Na prática, o UEM evoluiu para uma plataforma central de segurança, identidade, eficiência operacional e governança, conectando dispositivos, usuários, aplicativos e redes em um único modelo de controle.

A seguir, você confere uma visão completa das principais mudanças que marcaram o mercado de UEM em 2025 e como as organizações modernizaram suas estratégias de mobilidade para ganhar mais controle, agilidade e resiliência — além de recomendações práticas para 2026.

1. O Unified Endpoint Management tornou-se a base do modelo Zero Trust

Em 2025, o UEM consolidou-se como um dos pilares do modelo de segurança Zero Trust. A simples autenticação do usuário deixou de ser suficiente para garantir acesso a aplicações e dados corporativos. Tornou-se essencial validar, de forma contínua, o estado e a confiabilidade do dispositivo.

Nesse contexto, o Unified Endpoint Management passou a avaliar critérios críticos de segurança, como:

  • Postura do dispositivo, garantindo requisitos mínimos de proteção
  • Conformidade do sistema operacional, incluindo versões e configurações suportadas
  • Status de patches de segurança, reduzindo vulnerabilidades conhecidas
  • Detecção de root ou jailbreak, prevenindo acessos não autorizados
  • Políticas de aplicativos, assegurando isolamento e controle de dados corporativos

A chamada Confiança no Dispositivo (Device Trust) tornou-se um pré-requisito antes da concessão de acesso, reforçando o princípio central do Zero Trust: nunca confiar, sempre verificar.

2. As equipes de linha de frente passaram a ser prioridade no UEM

Em 2025, as equipes de linha de frente assumiram o centro das estratégias de UEM. Setores como varejo, saúde, logística e manufatura ampliaram significativamente o uso de dispositivos móveis e especializados para sustentar operações críticas e contínuas.

Esse movimento impulsionou a adoção de:

  • Dispositivos compartilhados por múltiplos colaboradores
  • Dispositivos Android robustos para ambientes industriais e de campo
  • Sistemas POS e quiosques de atendimento
  • Dispositivos portáteis para motoristas e entregas
  • Scanners, coletores de dados e dispositivos vestíveis

Com isso, as empresas passaram a exigir capacidades específicas de gerenciamento, como:

  • Troca rápida de usuários, sem comprometer a segurança
  • Perfis vinculados à identidade, e não ao hardware
  • Autenticação simplificada, com senha ou identidade corporativa
  • Verificações de conformidade em tempo real, antes e durante o uso

O resultado foi a consolidação do UEM focado na linha de frente como um dos temas mais relevantes de 2025, equilibrando produtividade, segurança e conformidade em ambientes altamente dinâmicos.

3. O compartilhamento de dispositivos cresceu em todos os setores

O modelo de dispositivos compartilhados expandiu-se rapidamente em 2025, impulsionado por ganhos de custo, eficiência operacional e escalabilidade. Em vez de um dispositivo por colaborador, muitas organizações passaram a operar com modelos baseados em turnos e sessões.

Para viabilizar esse cenário com segurança, o UEM evoluiu e passou a oferecer recursos como:

  • Perfis baseados em sessão, ativados no login
  • Login por QR Code, reduzindo atrito na autenticação
  • Configurações dinâmicas de aplicativos, conforme o perfil do usuário
  • Perfis temporários, ideais para contratos sazonais e equipes rotativas
  • Limpeza automática entre turnos, removendo dados e restaurando políticas

Essas capacidades elevaram o gerenciamento de dispositivos compartilhados a um nível empresarial, tornando o UEM indispensável para organizações que precisam escalar sem perder governança.

4. Dispositivos Android robustos dominaram a mobilidade corporativa

Em 2025, os dispositivos Android robustos tornaram-se padrão em setores como logística e manufatura, onde mobilidade, resistência e disponibilidade são críticas.

Esse crescimento foi impulsionado por fatores como:

  • Ampliação do ecossistema de fabricantes (OEMs)
  • Melhor relação custo-benefício e menor TCO
  • Suporte maduro ao Android Enterprise
  • Evolução do OEMConfig, com configurações profundas via UEM
  • Melhoria nas ferramentas de suporte e diagnóstico remoto

Com isso, as equipes de TI passaram a demandar funcionalidades avançadas, incluindo:

  • Monitoramento da saúde da bateria
  • Gerenciamento de scanners e periféricos
  • Detecção de quedas e eventos físicos
  • Monitoramento térmico
  • Diagnóstico avançado de conectividade

O gerenciamento unificado de endpoints evoluiu para suportar fluxos de trabalho específicos para ambientes industriais, tornando-se essencial para a mobilidade robusta.

5. A Inteligência Artificial tornou-se parte central das plataformas

Em 2025, a Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um complemento e passou a atuar de forma nativa nas plataformas de UEM, com foco em prevenção, automação e tomada de decisão.

As principais capacidades incluíram:

  • Análise preditiva de falhas
  • Aplicação automática de conformidade
  • Suporte remoto assistido por IA
  • Geração automática de scripts de correção
  • Recomendações inteligentes de políticas

Na prática, a IA reduziu drasticamente o trabalho reativo das equipes de TI, permitindo foco em segurança, governança e inovação.

6. O gerenciamento de aplicativos tornou-se o centro da segurança

O gerenciamento de aplicativos ganhou protagonismo em 2025, impulsionado pela diversidade de dispositivos e pelo aumento dos riscos de segurança.

As principais evoluções envolveram:

  • Configurações centralizadas de aplicativos gerenciados
  • Restrições de rede no nível do aplicativo
  • Conteinerização de dados corporativos
  • Atualizações silenciosas
  • Acesso a aplicativos baseado em Zero Trust
  • Lojas de aplicativos privadas

Essas capacidades garantiram experiências seguras, padronizadas e em conformidade, sem comprometer a produtividade.

7. Redes privadas e eSIM transformaram a conectividade

Com a expansão do 5G privado, o UEM passou a assumir um papel ativo também na gestão da conectividade, incluindo:

  • Provisionamento e gerenciamento de eSIM
  • Network slicing por tipo de aplicação
  • Perfis de redes privadas por ambiente
  • Identidade do dispositivo para acesso à rede

Esses recursos tornaram-se essenciais para ambientes de missão crítica, como fábricas, hospitais e centros logísticos.

8. A automação da conformidade tornou-se obrigatória

Em 2025, a automação da conformidade deixou de ser diferencial e tornou-se requisito, impulsionada por:

  • Atualizações do RGPD
  • Maior rigor na CCPA/CPRA
  • Evoluções no HIPAA
  • Novas regulamentações globais
  • Exigências de seguradoras cibernéticas

Para atender a esse cenário, o UEM passou a oferecer:

  • Relatórios automatizados para auditorias
  • Auditorias contínuas de dispositivos
  • Aplicação automática de políticas
  • Remediação em tempo real

9. O suporte remoto tornou-se mais inteligente e eficiente

A resolução remota de problemas evoluiu rapidamente, com melhorias como:

  • Controle remoto leve para baixa banda
  • Suporte assistido por realidade aumentada
  • Diagnóstico em tempo real
  • Automação na coleta de logs

Essas capacidades reduziram custos, deslocamentos e tempo de inatividade, especialmente em operações de linha de frente.

O que as organizações precisam preparar para 2026

O ano de 2026 será marcado por uma integração ainda mais profunda entre identidade, segurança e gerenciamento de dispositivos. Entre os principais pontos de atenção estão:

  • UEM como guardião da autenticação Zero Trust
  • Expansão do login por identidade em dispositivos compartilhados
  • Políticas orientadas por IA com remediação automática
  • Gestão de dispositivos IoT e edge
  • Integração nativa com redes privadas e 5G
  • Crescimento acelerado de ambientes compartilhados
  • Maior pressão regulatória e das seguradoras

Em um cenário cada vez mais distribuído e regulado, o Unified Endpoint Management consolida-se como a base do gerenciamento moderno de endpoints e da segurança corporativa.

As organizações que tratarem o UEM como uma plataforma estratégica — e não apenas operacional — estarão mais bem preparadas para escalar com segurança, atender às exigências regulatórias e sustentar operações críticas em 2026 e além.

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